segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018



HOMENAGEM à Maria Helena Andrés

ESTREIA DO DUCUMENTÁRIO - “MARIA HELENA ANDRÉS – ARTE E TRANSCENDÊNCIA”

Celebração da vida e obra da mineira de 95 anos que começou sua trajetória artística nos anos 40, na Escola Guignard; estreia aconteceu no dia 17 de fevereiro, às 11h, no Cine Belas Artes.

Para Marília Andrés Ribeiro, presidente do Instituto Maria Helena Andrés e filha da artista, o filme é uma importante homenagem à uma das mais significativas figuras do meio artístico do país. “O documentário é uma justa celebração e ganha ainda mais força por ela estar presente e poder vivenciar a importância e o impacto de seu trabalho. Estou muito feliz por podermos registrar esta trajetória artística que dura cerca de 70 anos e que foi fundamental para o estabelecimento de certos movimentos no Brasil, como o movimento construtivo nos anos 50”, explica Marília.

A artista também se dedicou à educação artística e publicou vários livros de reflexão sobre arte, educação, filosofia oriental e intercâmbios culturais entre o Brasil e a Índia. Atualmente, Maria Helena Andrés escreve semanalmente dois blogs sobre arte, artistas, patrimônio cultural, ecologia, ioga e a vida em família (Minha Vida de Artista e Memórias e Viagens), que podem ser acessados no site: mariahelenaandres.blogspot.com .br

Maira Helena foi nossa colega na Escola Guignard e julgamos bem merecida esta homenagem feita a ela.

Com a amizade de Celia Laborne.

ESTRANHOS OLHOS

Chegaram estranhos olhos de uma terra estranha.
Noites sem fim os esperei em muitas praias
onde a lua, estendendo fios como aranha,
penetrava os sonhos e os retinha em suas raias.

Olhos estranhos voltaram, como um dia diferente,
cheios de luzes que não sei fitar
Que veem buscar ao sol poente,
quando o ideal está distante em seu trilhar?

A Energia do Texto

Há um significado interno em todas as coisas e em todos os fatos. As pessoas, por exemplo, devem perceber o significado de um livro, um texto de revista, um filme, um artigo, pelo tipo de energia que ele lhe passa. Energia essa que atua sobre a pessoa.
Somos atingidos pelas vibrações que vêm de um tema, de uma cena, de uma conversa, de uma música. Tudo fica sobre nós, atuando sobre nossa mente e corpo.
Criamos nosso caráter, nossa força ou fraqueza a partir do que registrados habitualmente em nosso campo energético. Por isso devemos procurar sempre um nível mais elevado para nossos contatos externos.
A cada ano precisamos nos renovar, deixar para traz o que é velho e nos revestirmos do novo, lembrando-nos de que a vida que nos permeia é também a onipresença de Deus.
O padrão perfeito da criação divina está dentro de todos, esperando a hora da manifestação. É necessário, para nossa liberação, que nos expressemos segundo esse molde. É hora de ganharmos mais consciência da luz de Deus iluminando nosso caminho. Nossa personalidade é limitada e medrosa, mas o nosso Espirito é infinito.
O Profeta Isaías diz: “O Senhor te guiará e fartará a tua alma de coisas boas”. Essas boas coisas vêm pela conscientização progressiva da presença de Deus em nós. Ela nos dá segurança e é nossa força curativa sempre em atividade em nossa mente e corpo.
O renascer do espírito, o tornar-se uma criatura nova deveria ser a meta consciente de todos.
Pela meditação e a prece entramos em sintonia com o Deus que habita o nosso interior e que nos ensinou que “o reino dos céus está dentro de nós”. Precisamos apenas nos entregar a tudo que nos concerne, à guiança superior que é força imanente em nós.
Precisamos nos libertar os estados negativos e de tudo que contraria a lei do amor fraterno para atingirmos a sintonia interna. Devemos orar sempre pela divina ordem dentro de nós, para assim irradiamos a paz que excede todo o entendimento.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Economia Divina

Deus é amor e sabedoria, é um economista cósmico perfeito. Ele não permite que uma coisa seja totalmente inútil a qualquer grupo da humanidade e, mesmo assim, continue existindo. As imperfeições existem para serem transmutadas, assim como o professor deixa uma frase errada para o próprio aluno corrigi-la.

Até mesmo os erros humanos de conceitos, de filosofias, de práticas ou ciências incorretas, são energias a serem compreendidas e transmutadas.

O perdão dos pecados pode ser entendido também como a transmutação de nossas irradiações densas ou distorcidas, em raios sutis e luminosos. É comum dizermos que nos sentimos “mais leves” quando reparamos um erro, confessamos uma falta, reparamos uma injustiça ou pedimos perdão. “Tiramos um peso dos ombros”, ou seja, transmutamos energias primárias em forças mais puras.

Quando algo não serve mais a ninguém, acaba por aí. Assim passaram-se civilizações, governos, teorias, hábitos, ciências, religiões, tradições, preconceitos, homens, etc.

Tudo perdura enquanto há uma razão de aprendizado e crescimento coletivo, grupal ou particular. Por isso não se deve prender àquilo que já não nos serve mais, ou que ainda não nos atrai. Sejam coisas, pessoas ou ideias, da mesma forma deve-se ser fiel ao que nos parece o melhor, sem nos cristalizarmos em nada. A vida é dinâmica, o seu fluir é criativo e novo a cada dia e em cada tempo. Deve-se expandir a consciência sempre para o mais elevado e mais luminoso, para o bem que se irradia do pessoal para o coletivo, dentro das próprias possibilidades de cada um. Ser cópia do outro não dá certo. A Vida não é repetitiva, é preciso aspirarmos o melhor e invocarmos a luz interna para compreendermos o que é melhor para nós, nessa etapa evolutiva.

A lei do amor e do serviço ao próximo e à vida é a bússola certa para todos que já aspiram ao trabalho com as energias superiores – sem o perigo dos psiquismos ilusórios ou perigosos – antes, incorporando-se ao processo dinâmico do reto pensar e reto agir. Porque assim é que se pode atrair e manifestar a dimensão superior, posta ao alcance de humanidade atual, o plano da alma. Nesse plano se percebe que tudo que nos acontece tem uma razão de ser, um ensinamento ou uma expansão de consciência para um enfoque novo da vida infinita que nos permeia.

Desapego, silêncio, amor, serviço, estudo e aspiração, são alguns dos grandes auxiliares das conquistas superiores que são a todos destinados.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sempre há um novo dia



O povo diz, com a sabedoria que só o povo tem: “não há bem que sempre dure, nem há mal que sempre ature”.
Para vivermos melhor, precisamos aprender a olhar a vida como algo sempre em movimento, sempre passageiro e cheio de fatos novos, que muitas vezes transcendem o nosso controle. É preciso aceitarmos que tudo tem uma razão de ser, razão esta que nem sempre fica, de imediato, muito clara e confortável para nós.
Se nossa mente estiver sempre consciente de que somos como um rio, que corre e passa por trechos diferentes em seu caminho para o grande mar, muito sofrimento seria poupado e poderíamos ser mais calmos e bem tranquilos e confiantes no amanhã. Nós daríamos menores dimensões aos aparentemente grandes sucessos ou grandes problemas.
A nossa vida, que corre como um rio, tem por meta o mar da criatividade e o amor de Deus, o mar da bem-aventurança de que falam as religiões. Aí só chegamos pelo rolar, ora manso, ora revolto do leito por onde passamos e pela energia magnética das grandes cachoeiras.
A expansão da consciência é, geralmente, um parto cheio de dor e de alegrias, é uma nova vida que desponta e, confiar nas mudanças com a mente alegre e em paz, é prova de sabedoria.
Viver é sempre transformar-se e harmonizar-se com as mudanças.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Relembrando Minas


Foto do aniversário de 50 anos de Guinard, em 1946
Autor da foto desconhecido

Quem escreve e, como nós, não é muito organizada, vai guardando um papel ali, um livreto aqui, uma lembrança além e quando vê, surge, de repente uma surpresa.
Outro dia, encontramos um pedaço do passado remoto que envolve muita gente hoje conhecida e admirada. Estudávamos na primeira turma da Escola Guignard, e logo formou-se um grupo muito afim. Mário Silésio, Amilcar de Castro, Maria Helena Andrés, Farnese Andrade, Heitor Coutinho, Chanina, Petrônio Bax, Solange Botelho, Marília Gianetti e muitos outros.
Ao grupo, juntavam-se, quase sempre, os jovens poetas e literatos da época. Entre eles, Hélio Pellegrino, Edmur Fonseca, Sábato Magaldi, Octávio Mello Alvarenga e, o muito conhecido Wilson Figueiredo, além de tantos outros que foram tomando seus rumos de crescimento na literatura, jornalismo, ciências etc.
Na ocasião, o grupo da literatura publicava os cadernos “Edifício”, dirigidos, se não me engano, por Wilson e Octávio Alvarenga, onde o grupo publicava, a cada número, suas iniciações literárias.
O Caderno nº 2, que estava entre meus guardados, trazia poemas de Hélio Pellegrino, na ocasião estudante e muito amigo de meu irmão, também médico, Ângelo Laborne. Hélio, depois, foi grande psiquiatra no Rio de Janeiro.
O Edifício nº 2 trazia os poemas: Poema do Príncipe Exilado, e Deixa que eu te ame, do inquieto Hélio. Retirei do primeiro, assim ao acaso, esse pequeno trecho:

“A pérola, a gravata, o anel cravejado?
Quem sou eu que de repente abre a porta,
E se esquece e responde pelo nome: DESVAIRADO!
Quem sou eu que, de luto, amanhece entre jornais,
E pela noite traz um cravo e um sorriso no automóvel?
Quem sou eu que respiro entre escuros volumes,
Frios de fria morte encadernada!
Quem sou eu que com um alfinete adormece a amada
Para cruzar descalço os ladrilhos transversais,
À procura do passado?”

Assim era o saudoso Hélio e o saudoso tempo da Escola Guignard, dos cadernos do Edifício e dos antigos que passam, e não morrem, mas de repente gritam:

Estou aqui!!!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A Gratidão



         Sabemos que, no caminho de todos nós, as situações muito boas ou muito más são sempre transitórias. Portanto, o desespero em tempos maus ou a vaidade em tempos muito felizes, é infantil, ou desperdício de energia.
         Entretanto, podemos aprender a prolongar os bons tempos e encurtar os maus pedaços; basta aceitá-los corretamente. O sentimento de gratidão ou o aprendizado da lição de cada fato, põe em ação uma energia vitalizadora que nos anima, nos faz bem.
         As dificuldades que superamos sem grande revolta, depressão ou reclamações, vão-se mais depressa, porque são lições que aprendemos; enquanto as que perduram é porque não fizemos ainda o necessário aprendizado.
         Sempre que rejeitamos pessoas, fatos, situações ou lugares, nós nos prendemos mais a eles. A vida nos liga pelo amor pleno ou pelo ódio acumulado.
         Quando  somos gratos pela vida que temos, pelo que somos, pelo lugar em que estamos, pelo que devemos enfrentar, liberamos uma energia que nos ajuda a vencer mais rapidamente os obstáculos. Crescemos cedo no plano interno. A expansão na energia da gratidão nos fortalece.
         Quando mudamos internamente, para melhor ou para pior, tudo muda à nossa volta, segundo a energia que estamos liberando em nós.
         “Aquele que habita no lugar secreto do Altíssimo permanece sob sua proteção”. – Será que habitamos ali?
         Há pessoas que não tem alegria nem fé; será que elas trabalham para obte-las? Será que doam em amor, harmonia, serviço ao próximo; ou se limitam às queixas, as reivindicações, às lástimas?
         Não se constrói uma casa pensando na carestia da vida, mas comprando – e pagando o preço – o material, para cada piso, cada parede, cada porta.
         Somos todos construtores de nossas vidas, selecionadores de nossos pensamentos, sentimentos, trabalhos e atos. E cada um abre a sua porta ao tipo de energia que lhe corresponde internamente.
         Diz Joel Goldsmith que “enquanto meu ser permanecer na luz do Cristo, só o Cristo atua em minha consciência”. E nele, a luz se faz. 


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CEU AZUL

Acordo e vejo o céu muito azul, como se me enviasse uma mensagem nova. Pela janela aberta respiro a energia do dia que apenas amanhece. Penso no prana solar que nos dá vida, luz e calor, ou vitalidade. Por certo, é um recomeço.

A unidade da vida tornou-se luz radiosa para que ninguém duvidasse de sua existência, seu poder e, sobretudo, de seus mistérios insondáveis. Sim, porque a humanidade ainda não estudou ou percebeu os segredos maiores e invisíveis dos raios solares, deitando vida ativa e dourada para toda a diversidade da Terra e de seu sistema ecológico e humano.

São vibrações, ritmos, tons cujas atividades ainda não descobrimos quer na criação animada ou inanimada. Este raio aqui traz devoção, o outro estudo, aquele trabalho variado, dinâmica infinita.

Cristo subia aos montes para orar e abastecer-se, junto ao azul, na presença do Pai, pois o Filho faz o que viu o Pai fazer. Ele teve o privilégio de assistir a criação dos astros e das galáxias, como num brinquedo de computador. Viu surgir o azul do céu, o verde das águas e das matas. Viu o expandir das energias, ao simples ordenar do Verbo de Deus. E, o Verbo que um dia se fez carne, abre-nos a imaginação.

Ainda hoje, quando o céu é muito azul ou as noites estreladas, há sempre um desafio ao saber e ao compreender humano. O coração bate mais rápido há uma reverencia ao nascer ou por do sol, ritmos, claridade e neblinas que falam de claridades e sombras entrelaçadas, mas sempre renovadas.

Pássaros cantam porque lhes foi dado o cantar, saudando o dia que devemos percorrer, com coragem, nas  trilhas e sob o comando do Senhor.

Quem já reparou os dias mais azuis que cobrem a Terra e as vibrações dos raios de sol determinando as tarefas de cada um? Você já reconheceu seu ritmo para hoje? Já o glorificou?

Então haverá paz em seu coração.