quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Níveis de Expressão

A grande ignorância do funcionamento dos seus próprios e vários campos de expressão em que vive a imensa maioria da humanidade (que se julga atualizada) é a grande responsável pelas crises de angústia e descontrole em que se debate o homem moderno.

Qualquer “curso primário” de autoconhecimento, auto-afirmação e autocontrole está dizendo quase o mesmo que as filosofias e religiões. Ou seja: aquilo que você vê, fala, repete ou imagina sempre e, principalmente pouco antes de adormecer, “trabalha” em sua mente durante toda a noite, e literalmente, age em seu mecanismo interior.

Na forma mais corriqueira e simples seria mais ou menos isto: você repete, à noite, eu sou filho(a) de Deus, tenho harmonia, paz e saúde, estou em sua luz, e ao acordar sente-se impregnado destas afirmações, dos valores positivos que visualizou.

Tudo isto em graus e profundidades diferentes já tem sido experimentado e comprovado. Tem sido mesmo incorporado como técnica para alcançar determinados fins ou estados de consciência mais amplos.

Pois bem, sabendo – ou não sabendo – disto, o que estamos vendo por aí, no atacado e no varejo, na TV, no cinema, no Teatro, nos livros etc.?

A título de “distração” as pessoas se colocam diante do televisor, ou até pagam entrada, para verem imagens as mais terríveis e degradantes, brigas, guerra, agressões, roubos, vinganças, barbaridades físicas e morais de toda ordem. E é justamente com estas imagens, obscurecendo e poluindo a mente, que a maioria vai dormir, quando não pega ainda um livro de igual teor, para adormecer mais depressa.

Alimentando-se mentalmente com filmes brutais, com estórias sujas e cheias de terror é que a humanidade moderna pensa que se distrai, especialmente nas horas noturnas. Não estão conscientes de que digerem e assimilam todo o “lixo” mental que recolheram aqui e ali.

Parece incrível que mesmo aqueles que já se informaram sobre este funcionamento dos planos humanos, aqueles que concordam com o que aqui ficou exposto, não tenham tido ainda coragem de mudarem seus sistemas de vida e “diversão”.

A maioria está criando, diariamente, sua própria angústia e decadência física, social e mental. Prestem atenção: quanto mais terrível o tema, as imagens ou as palavras, maior o público e ... naturalmente, maior o desajuste, a doença, a desarmonia do corpo e da alma com a inevitável irradiação por todo o ambiente.


É só observar à nossa volta e a vida global do Planeta. 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Potências da Alma



Dizem os estudiosos da nova era que a tarefa de cada um, neste momento, é despertar em si próprio os potenciais da Alma. Isto trará, no futuro próximo, a solução dos conflitos atuais dos problemas de várias espécies. É preciso elevar o nível de consciência humana do mundo das emoções para a natureza mental superior.
O homem deve evoluir no físico, purificando-o, no emocional, equilibrando-o e precisa sair do mental concreto para o mental superior, nível de intuições e orientações elevadas, pois toca assim o campo da alma. As energias de um campo sempre permeiam e agem sobre os outros, aperfeiçoando-os ou regredindo-os.
É somente a consciência que separa todas as coisas no universo. Ela, quando limitada, separa o homem de suas realizações mais caras, de seus ideais, de suas potencialidades divinas e do sonho de um novo mundo.
Não é o tempo e o espaço que nos limitam, dividem e separam, é nosso grau de consciência, nossa possibilidade de elevar a frequência de nossas vibrações. Temos que sair do grosseiro para o sutil se quisermos perceber novos níveis de vida. É um trabalho a ser feito no caráter, no coração e no relacionamento humano com todos.
O caráter íntegro, possui vibrações especiais que agem sobre nossas células e nossa emoção. Essas revelações têm sido dadas aos homens como chaves da nova era para o mundo futuro.
Meditando nisso, percebemos como é importante todo o trabalho que visa a elevação e expansão da consciência através das atitudes e atos da vida comum diária.
É através desses processos práticos que o homem pode preparar-se para entrar em seus níveis de vida mais profunda e contatar aí as energias divinas e seus propósitos no plano cósmico.
Nosso potencial precisa ser despertado pelo reconhecimento da presença do Cristo interno e onipresente em todos.
A consciência lenta, fechada, medrosa, preguiçosa ou dirigida só para o exterior, dificilmente percebe os novos horizontes que lhe aguardam. Estas negatividades limitam o homem e o desviam dos caminhos da luz pondo-o ao alcance das sombras e das trevas. É na consciência que nos elevamos ou decaímos, que nos limitamos, sofremos ou nos sentimos libertos.
A consciência é a chave da nova era humana. Cada estado de consciência nos coloca em uma dimensão de vida, mais rica ou mais sombria; cada estado corresponde a um certo número de vibrações e a um campo de experiências afins.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Luz Universal

No ensinamento oriental, a expansão da consciência, tentando a universalidade de pensamento, é de primordial importância. O homem, no seu viver diário e envolto nas solicitações exteriores e sensoriais, dificilmente alcança a compreensão e, menos ainda, a vivência ou consciência da onipresença e sua participação nela.

Nada existe fora dessa energia cósmica que tudo interpenetra, anima e vivifica. E, nada existe diferente dela, em lugar algum do mundo. Essa grande unidade de energia, força e perfeição é chamada Deus, Luz universal, Fonte original, etc., mas todos reconhecem que é a natureza e o começo de tudo.

Vê-se aí que a origem de tudo é boa e perfeita, sábia e equilibrada. Só os seres que tentam, por processos mentais, se separar da comunhão com o todo, sofrem carência e privação. O individualismo humano é a grande ilusão de uma personalidade com poderes e inteligência própria e separados do todo. 

Essa ilusão é chamada, no Oriente, de Maya e a todos envolve até que o caminho interior, devidamente percorrido, abre a porta à realidade do próprio EU, que é o átomo perfeito da Vida una. Daí a importância que se dá, no Oriente, à concentração e à meditação, caminhos férteis de autoconhecimento e liberação.

Quando se procura aproximar-se da própria realidade interna, do verdadeiro EU é que se passa a conhecer, mais e mais, a frágil aparência que, por longo tempo tomamos como sendo nossa individualidade. Quase todo o plano de vida traçado por aquele que encontrou o caminho vai caindo por terra, impulsionado pelo crescente renascer, de incontrolável força. As regras mais significativas do jogo mundano perdem o sentido, dissolvem-se no vazio.

Posição, nome, apegos, carreiras, tudo toma uma atmosfera de irrealidade e se desfaz como fumaça leve, ao sopro do vento do conhecimento real. O alargar dos horizontes dá uma perspectiva nova que palavra alguma pode explicar ou descrever. A transformação interna, inicialmente tímida, ganha um dinamismo insuspeitado e incontrolável, como acionado por invisível mão superior. As modificações, a cada hora, aprofundam-se mais, firmam-se em novas bases, refazendo um escalonamento de valores internos e externos, que não pode ser concebido pelos que ainda dormem o sono da irrealidade do Ser.

Por isso, os choques são muitas vezes inevitáveis, entre a perspectiva clara que se abre ao que busca, e o conjunto de leis que formam o mundo fenomenal, onde se debate a maioria dos homens.
           
Renascer é abrir-se, a cada hora de uma maneira nova, flexível e maleável às energias que são captadas das fontes verdadeiras. Renascer é identificar-se à doação, é confiar na grandeza do uno infinito e entregar-se ao trabalho de forma consciente e ativa.

Pois, não se pode ao mesmo tempo ser e não ser, crer e duvidar, querer e recusar. As regras do mundo são válidas, no plano dos fenômenos, mas as leis eternas têm suas coordenadas que não podem ser alteradas pelo medo ou despreparo de quem busca a libertação.

domingo, 10 de setembro de 2017

Entrevista de Célia Laborne para o Jornal Estado de Minas

Por Carlos Altman (foto)
04 set 2017



Sim, estamos envelhecendo. Saiba como se planejar para o futuro e ter uma vida ativa na terceira idade.



É possível chegar à maturidade independente, desde que você tenha se planejado financeiramente, e com saúde para seguir a vida morando sozinho ou numa casa de repouso, sem depender da família.

“Casei-me com minha profissão, por isso não tive filhos. Na realidade, meus livros e artigos são os meus filhos, o meu legado nesta vida.” Quem escuta Célia Laborne Tavares, umas das primeiras jornalistas de Minas Gerais, falar não imagina que ela tenha 92 anos. Lúcida, alegre e com uma memória impecável, a escritora discorre sobre o passado sem rancor. Lembra-se dos tempos em que integrou a equipe de redação do antigo jornal Diário de Minas e colaborou no Caderno Feminino do Estado de Minas nos anos de 1970. Lembranças que não se foram e que estão presentes até hoje, e são contadas com a ajuda dos sobrinhos, nos blogs na internet.


“Vivi a plenitude dos dias todos esses anos. Cuidei de meus pais até eles partirem e, tempos depois, percebi que era eu quem precisava de cuidados.” Por decisão própria, hoje, Célia mora no Espaço Integridade – uma casa de repouso ou residência sênior – no coração do Bairro Cidade Jardim, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Na velhice, as pessoas precisam receber uma atenção especial. Depois que sofri um acidente doméstico e passei a me locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, fiquei dependente. Não queria incomodar meus parentes e aqui me sinto amparada”, emociona-se.

Deixar a casa em que viveu grande parte da vida e optar por compartilhar a vivência com pessoas da mesma faixa etária é hoje uma tendência nos países desenvolvidos. Mesmo no Brasil, cresce o número de pessoas que envelhecem de forma ativa, continuam produtivas, gostam de viajar, sair com os amigos, e preferem morar em uma casa de repouso do que viver sozinhas. Para ter uma ideia, só no Bairro Cidade Jardim são cerca de 10 casas, antigas mansões, que hoje abrigam dezenas de idosos.

video


Para reportagem completa acesse:

http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2017/09/04/noticias-saude,212786/saiba-como-ter-uma-vida-ativa-na-terceira-idade.shtml

sábado, 9 de setembro de 2017

Movimento é Vida



Se você deixa a vida fluir, sem obstáculos mentais, emocionais ou físicos, respeitando seus ritmos, sem pressa inútil, tudo entra em harmonia. A Vida ou Deus, é Luz e Amor.
Deixe, portanto, que a energia do amor trabalhe sobre seu núcleo de luz e não sobre alguma escuridão. – A mente e o sentimento podem obscurecer a luz original.
A luz é fluídica, leve; a escuridão é densa, resistente. A luz é maleável, radiosa e irradiante. A escuridão é compacta, pesada, cheia de obstáculos.
Aceitar a harmonia e a paz é entregar-se, tranquila e confiadamente, ao trabalho do amor – a Deus em manifestação – sobre nossa luz central.
Por mais que se tente não se pode controlar a vida, seus movimentos em nós e ao nosso redor. Tensão e angústia nascem da falta de fé nesses movimentos e desígnios da vida. E a sabedoria está em entregar-se calma e confiantemente à luz interna e ao movimento da energia do amor, sobre todos os níveis de nossa expressão física, emocional e mental.
Podemos chamar a esse trabalho de desenvolvimento da fé. Pois, não devemos nos contentar apenas com a fé cega; precisamos deixar que ela cresça até que, gradativamente, possamos nos tornar não apenas receptivos, mas também perceptivos ao seu movimento, ou presença em nós.
A partir de um certo nível, a fé deixa-se apreender. Ficamos sabendo, mais conscientemente, porque temos fé; ela se faz sustentação, como uma realidade tão certa, como qualquer outra Lei Natural, já comprovada.
Aceitar o mistério de Deus e o nosso próprio mistério, como uma realidade benéfica, é dissolver as ansiedades e dúvidas; é o começo das claridades no nível mais profundo nos campos da fé.
De repente, pode haver uma percepção literal de que a fé tem uma razão de ser bem definida, um fluir que se revela sensivelmente, quando chegamos a estar bem atentos, relaxados e interessados nessa transcendental revelação.

O mistério de Deus inclui nosso próprio mistério, numa eterna e radiosa manifestação superior.