sábado, 7 de abril de 2012

Dualidade Humana

Vivemos numa situação clara de dualidade e a maioria não está consciente disso. Somos uma alma que habita e faz experiências dentro de um corpo físico, um campo de emoção e um campo mental. Convive em nós o plano da personalidade com seus desejos, orgulhos, ambições, competições e mil problemas; e um plano da alma, cheio de paz, de conhecimento, de interesse grupal, de desapego e em contato com o plano divino. O Cristo interno ou a luz em nós.

Nossos problemas, atritos e angústias são criações da personalidade limitada e efêmera, e ainda não comandada pela vida divina que está em cada um, como imagem do Criador.

Quando deixamos fluir sobre a vida diária a luz e a energia da alma, tudo em nosso caminho tende a transformar-se.

Nosso principal trabalho, portanto, é conhecer nossos planos de atividade e penetrarmos nesse reino que está dentro e não fora do homem, a vibração de luz. É aí que devemos buscar a força e o comando que vem pelo aquietamento mental, a entrega, a oração e a meditação.

Todo o nosso embaraço começa quando passamos o total interesse e direção para a personalidade egoísta ainda imperfeita, e por isso, competidora, separatista, materialista e imediatista.

O plano material e a personalidade que nele se embaraça, são apenas as formas necessárias a determinadas experiências e aprendizados que podem ser feitos aqui no nível terreno. Aqui está nossa chance de aperfeiçoamento e de contato com a vida superior para a qual fomos criados pelo Pai onipresente.

Essa passagem pela matéria é um complemento da evolução e nela nada há de duradouro, estático ou estável. O imprevisto nos atinge a cada dia, pois o comando de nossa vida realmente não é todo nosso.

É procurando na forma a essência de cada pessoa, fato ou coisa que podemos ter uma visão mais clara e mais real de nossa vida e de tudo que nos atinge como sendo bom ou sendo doloroso. Tudo é sempre a lição da evolução de energias densas para níveis superiores da vida cósmica.

O que o cristão chama a vida da graça é também entregar-se a esse comando divino e interno para que a mente, a emoção e o corpo sejam permeados por uma energia mais pura dos planos divinos: do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Estas são atividades da mesma e única fonte superior que têm seus propósitos definidos e específicos para cada um, ainda não desvendados pela humanidade.

2 comentários:

Débora Sader disse...

Lindo texto, belíssimo! Parabéns pelo blog :)

Ana Luísa Alves disse...

Sempre certeiras suas palavras, Célia! Parabéns! Continue nos alimentando a alma! Mta saúde e paz! Ana Luísa