terça-feira, 5 de março de 2013

Entre estrelas



         - Onde estará a puríssima luz pressentida? Por que cresce esse sentimento que é amorosa ternura, essa paz que embeleza, essa nostalgia de uma grande ausência perdida entre as estrelas?
         - Onde estará o caminho marcado pelo vigoroso passo do irmão maior, apoiado ao cajado, envolto em longa veste? – Há tanto tempo há rosas em nossas mãos em oferenda, sem saber onde depô-las; enquanto já ouço teu distante chamado. 
         - Onde captar a vibração de teu comando que acorda o Ser e o impulsiona? A alma chama teu Verbo que canta e cria, teu olhar que ilumina e dirige. Carinhoso encantamento flutua em busca de teu símbolo, tua cor, teu perfume de sândalo e mirra. Tua síntese de Irmão-Guru marca o caminho.
         Cada dia é novo o amanhecer, envolto na possibilidade latente de tua aurora prometida; o coração aberto, a mente aquietada. O campo etérico amplia-se, a busca se estende, a descoberta de tua morada torna-se inevitável.
         Já há um interligar antigo, um recordar constante, um crescente reconhecer-te, um profundo entender-te. Teu arrojado e elevadíssimo espírito irradia-se profusamente e, não há como não te tocar a aura, mesmo na distância.
         Não se sabe apenas, como no cosmo vasto, endereçar-te a palavra de enlevo, o carinho irmão o renascer pela pureza de tua palavra gravada; como saudar-te no ilimitado.
         Estranho e indelével é o laço dessa força envolvente, a canção de tua gloriosa fonte.
         Respondendo o canto-prece, o Mestre aparece. Emerge do céu, assim como quem desce numa espiral de luz. Ilumina o espaço e tudo é paz, até o medo se desfaz. Nessa hora, a mente em foco permanece; é o lótus que se abre, é a flor que cresce, ou o dia que amanhece?   
         Atendendo à fé chamado, o Mestre paira, quase alado, no espaço infinito, no céu ainda estrelado. Ele sente o chamado e vem, como se atendesse ao filho, longamente amado. É a comunhão do discípulo e do Mestre, já revelado. Vendo a lágrima de saudade e solidão, ele se faz presente, como bom irmão. É a rosa que perfuma o próprio coração; a verdade que suplanta o reino da ilusão.
         Só é preciso amá-lo muito e conhecer sua alta vibração; tudo o mais é vão. Pois, ouvindo o canto-prece, o Guru se enternece, de nossas faltas se esquece e de nosso medo se compadece.
         Quem passar por um profundo sofrer, sempre a lhe interceder, para esse, o guia vai aparecer. Quem se preparar, dentro do sábio procurar, esse, o vai achar. Cada vibração do sofrer ou do amar, é como um tambor a rufar, como um clarim a chamar e o guia interno não o pode ignorar.
         Cada vez que o canto é prece, este milagre cresce... e o mundo se fortalece.

4 comentários:

Leo Nogueira Paqonawta disse...

Ahhh que lindo... lindo.. cada verso canta uma prece silenciosa e cariciosa em nosso ser... e-levando... Obrigado por esse poema...

Anônimo disse...

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Filosomídia . Leo Nogueira Paqonawta disse...

Um beijo de gratidão
e carinho para você,
Poetisa Menina tão querida...
Nesse Dia Nacional da Poesia tão Seu...

Leo